quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Baiona - Crónicas da India e Nepal - 3ª Parte

Com o intuito de ver tigres de Bengala rumamos ate ao Bardia National Park, bem fora do rorteiro turista.
Da estrada principal ate ao Parque foi necessario andar a pe, atravessar um rio com as mochilas as costas, agua pelos genitais e corrente forte, andar de autocarro ate uma ponte nao acabada e o restante caminho foi feito de jeep.
Pela manha entramos no parque, para tentar ver tigres, elefantes e rinocerontes de um corno, na companhia de uma guia e de uma animal do tipo dos veados que nos seguia, apesar de sabermos que com o mtempo de chuva nao se costumam deixar ver.
Pouco tempo passou ate ao primeiro emcontro com um dos animais mais abundantes do parque, as sanguessugas para as quias e preciso estar muito atento, tira-las da roupa com um pequeno saco de pano com sal dentro do qual elas nao gostam e nao as deixar chegar a algum local do nosso corpo mais desprotegido.
Ainda assim tive a visita de uma ou duas que entraram calcas acima e me ferraram uma belas chupadelas na perna.
Animais de grande porte nao avistamos e pouco demorou que comecasse a cair uma chuva diluviana, sendo que o caminho de regresso foi fo\eito com agua pelo joelho, sendo visivel o avancar do rio, quase a mesma velocidade que nos deslocavanos e com grandes ataques de sanguessugas.
O guia disse ter visto um tigre mas nos nao o vimos e pos-nos a subir uma arvore e andar no mato para o pedermos ver. Tal pareceu-me um pouco de encenacao mas o que e certo e que a adrenalina disparou e a arvore foi subido a muito custo e, pelo menos para mim, mais com o pensamento de estar a salvo do tigre do que para o ver.
Ouvimos tambem um r\grande rugido bem perto de nos, que nos pareceu realmente um tigre, mas ao qual o guia nao deu grande importancia.
O regresso a estrada principal foi feito de bicicleta a pedal e o rio, ja com pouca corrente foi atravessado facilmente.
Ja na estrada principal noutra contrariedade, a ponte mais a frente ou inacabada ou destruida pelas chuvas, nao me lembro bem, nao estava a permitir a passagem da mairia das viaturas.
Sugeriram-nos que pedisse-mos boleia ate a ponte e depoid que apanhasse-mos um autocarro pois estes se nao passasem o rio acabariam por voltar para tras.
Pedimos boleia a um senhor que parou num dos muitos pontos de controlo militar ao longo da estrada principal e sem conversas pois nao falava ingles levou-nos no seu Toyota todo moderno. Passamos o rio e deu-nos uma boleia de cerca de 100 km que m,uito jeito nos deu pois nao se viam muito autocarros. Apenas tivemos de parar com um furo mas o pneu foi mudado num instante.
Ja na perto da fronteira com a India ainda experimanta-mos andar no topo de um autocarro uma vez que quando ja estao cheios tem sempre mais espaco em cima mas paga-se o mesmo.
Ao estilo indiano, um dos agentes da emigracao, por jas er tarde, comecou com grandes conversas que so nos podia deixar passar no outro dia de manha. Com insistencia do camarada Stelmo e pelo problema nao serem as horas mas sim as notas, acabou por nos carimbar os passaportes mas com o juntar de gente nao nos pediu nada.
Na India outra vez.


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