quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Baiona - Crónicas da India e Nepal - 5ª Parte

Ola amigos.
Apenas resta uma semana de viagem logo o rumo a sul e imperativo.
A viagem segue se Srinagar para amritsar, com paragem em Jammu.
Chegados a Amritsar por volta das duas da manha, eu e mais tres rapazes de Israel (a maioria dos backpackers na India sao isrealitas) fomos ate ao dormitorio para estrangeiros do Golden Temple, onde reinava a confusao e o espaco para dormir era pouco, acabando eu por dormir no chao.
O Golden Temple e o local mais sagrado para os Sikhs (crentes no sikhismo), aberto a todos e onde ninguem pede dinheiro por nada. A dormida, assim como a dormida dentro do Gonden Temple e gratuita, contribuindo com donativos por vontade propria.
E um local magnifico e cheio de espiritualidade. A entrada faz-se descalco, passando os pes por agua e com o cabelo coberto.
Existe tambem na cidade um templo indu, Mata Temple, pouco usual pois a sua visita envolve a passagem por pequenos tuneis, andar dentro de agua, comer petalas e uma peca de fruta.
Outro dos atractivos da cidade e a deslocacao a fronteira com o Paquistao para assistir a cerimonia militar do por-do-sol. Esta cerimonia assenta na demonstracao de forca e machismo por parte dos intervenientes dos dois lados, mas decorrendo harmoniosamente. Pura encenacao e esta algo ridicula.
Finalmente encontrei um portugues, o Tiago, na India ha onze meses, tendo na meditacao ponto fulcral da sua passagem por este pais.
A paragem seguinte foi em Chandigarh, a cidade mais prospera da India.
Planeada nos anos 50s, esta organizada por sectores, com amplos espacos verdes, enormes avenidas e muito limpa.
O centro da cidade esta destinado aos edificios publicos e a uma grande praca comercial, onde ate ha estacionamento e uma boa rede de transportes urbanos.
O caos da restante India nao esta aui presente e e possivel respirar livremente sem que o cheiro a latrinol nos invada as vias respiratorias.
Na praca comercial encontram-se pessoas mais sofisticadas, mais afastadas dos padroes indianos e onde impera a fast food ocidental. Mais calcas de ganga e tenis mas tambem uns quilinhos a mais dominam a populacao.
Ha tambem um amplo lago onde se passam uns momentos descontraidos.
Noa esta tanto calor e a chava voltou o que deu para apanhar uma molha valente.
Rumo a capital New Delhi, com chegada no dia 15 de madrugada, com o intuito de assistir as comemoracoes do Dia da Independencia, nao pude nem chegar perto pois o grau de seguranca e elevado e turista com mochilao nao passa, nem mesmo sem ele.
O cheiro a latrinol voltou e a chuva, em especial na zona onde ficam a maioria dos bachpachers fez es seus estragos, tornado as ruas lamacentas e cheias de pocas. Mas ao menos lava.
Agora aguardo o voo de regresso, terca-feira, para fazer mais umas horas de aviao ate Portugal.
Vai saber bem voltar a pratica desportiva regular para limpar os meus pulmoes das estradas poeirentas, dos restaurantes fumarentos, e das cidades poluidas por tudo e mais alguma coisa.
Beijos a abracos.
Luis


Baiona - Crónicas da India e Nepal - 4ª Parte

Ola amigos
De volta a India, rumo a capital New Delhi, com os passaportes carimbados mas ja de noite nao foi possival apanhar o autocarro. Mais uma ponte caida.
Pela manha, mais um rio atravessado com agua pelo joelho, iniciamos mais uma longa e dura viagem rumo ao sul com a temperatura a aumentar. Finamente o camarada Stelmo encontrou batatas fritas Lays onduladas normais.
O que tambem aumentou foi a minha temperatura corporal. Cheguei a New Delhi com 39 de febre e dores abdominais. As causas podiam ser varias mas com uns antibioticos de largo espectro no outro dia estava recuperado e pronto para as despedidas do camarada Stelmo que estava de regresso a casa.
Dia seguinte, viagem nocturna ate Manali, seguindo para Keylong. De Manali ate Keylong soa 115 km feitos em 8 horas com passagem por Rohtang La a 3978 m. Esta e uma estrada conquistada a Mae-Natureza pois os trabalhois sao diarios, havendo alcatrao, estrada de terra ou aoenas pedras. A estrada apenas esta aberta de Verao encerrando com a chegada da neve, o que faz com que Keylong, pequena e simpatica vila fique isolada grande parte do ano.
A segunda parte do trajecto faz-se de Keylong a Leh (475 km em 16 horas) com passagem por Taglang La a 5328 metros, o que he confere o titulo da segunda estrada mais alta do mundo aberta a veiculos motorizados. A mais alta e a terceira mais altas tambem ca estao, a mais alta a norte de Leh (Khardung La, 5602 m) e a terceira m,ais alta e este de Leh (Chang La, 5289 m).
A estrada continua dura mas a paisagem compensa a dureza. A ascensao rapida deixou-me com dores de cabeca que passaram com a chegada a Leh.
Leh e uma pequena cidade (3505 m de altitude) rodeada por montes rochosos, centro tambem de muitas actividades de montanha e a epoca ideal para estas actividades, nume regiao com fortes influencias budistas.
A viagem cointinuou ate Srinagar na regiao de Kashmir, passando de uma regiao rochosa para uma tambem montanhosa mas verde e fertil.
Esta e um regiao muito disputada que conheceu varias guerras no ultimo seculo, sendo parte desta indiana, outra parte paquistanesa e outra parte chinesa, sendo que a regiao preferia ser verdadeiramente independente.
Srinagar e uma regiao fortemente militarizada, tendo havido varios protestos nos ultimos dias contra o exercito por soldados terem violado e matado duas raparigas, sendo que as idas ao centro da cidade nao sao aconselhaveis.
E tambem uma cidade diferente na India, sendo a sua Veneza, com um enorme lago e inumeras houseboats, que sao verdadeiras casas onde as familias moram ou sao alugadas aos turistas, sendo algumas verdadeiros palacios flutuantes. Eu fiquei numa houseboat onde vive uma familia e que alugam um dos quartos. Mais modesto e mais barato.
Cidade com quase um milhao de habitantes, etm os seus locais tranquilos, o lago com os seus belos jardisn flutuantes e jardins, mais afastados da cidade, para onde rumam criancas de escolas e familias.
A viagem continua por mais uma semana.
Ate breve.


Baiona - Crónicas da India e Nepal - 3ª Parte

Com o intuito de ver tigres de Bengala rumamos ate ao Bardia National Park, bem fora do rorteiro turista.
Da estrada principal ate ao Parque foi necessario andar a pe, atravessar um rio com as mochilas as costas, agua pelos genitais e corrente forte, andar de autocarro ate uma ponte nao acabada e o restante caminho foi feito de jeep.
Pela manha entramos no parque, para tentar ver tigres, elefantes e rinocerontes de um corno, na companhia de uma guia e de uma animal do tipo dos veados que nos seguia, apesar de sabermos que com o mtempo de chuva nao se costumam deixar ver.
Pouco tempo passou ate ao primeiro emcontro com um dos animais mais abundantes do parque, as sanguessugas para as quias e preciso estar muito atento, tira-las da roupa com um pequeno saco de pano com sal dentro do qual elas nao gostam e nao as deixar chegar a algum local do nosso corpo mais desprotegido.
Ainda assim tive a visita de uma ou duas que entraram calcas acima e me ferraram uma belas chupadelas na perna.
Animais de grande porte nao avistamos e pouco demorou que comecasse a cair uma chuva diluviana, sendo que o caminho de regresso foi fo\eito com agua pelo joelho, sendo visivel o avancar do rio, quase a mesma velocidade que nos deslocavanos e com grandes ataques de sanguessugas.
O guia disse ter visto um tigre mas nos nao o vimos e pos-nos a subir uma arvore e andar no mato para o pedermos ver. Tal pareceu-me um pouco de encenacao mas o que e certo e que a adrenalina disparou e a arvore foi subido a muito custo e, pelo menos para mim, mais com o pensamento de estar a salvo do tigre do que para o ver.
Ouvimos tambem um r\grande rugido bem perto de nos, que nos pareceu realmente um tigre, mas ao qual o guia nao deu grande importancia.
O regresso a estrada principal foi feito de bicicleta a pedal e o rio, ja com pouca corrente foi atravessado facilmente.
Ja na estrada principal noutra contrariedade, a ponte mais a frente ou inacabada ou destruida pelas chuvas, nao me lembro bem, nao estava a permitir a passagem da mairia das viaturas.
Sugeriram-nos que pedisse-mos boleia ate a ponte e depoid que apanhasse-mos um autocarro pois estes se nao passasem o rio acabariam por voltar para tras.
Pedimos boleia a um senhor que parou num dos muitos pontos de controlo militar ao longo da estrada principal e sem conversas pois nao falava ingles levou-nos no seu Toyota todo moderno. Passamos o rio e deu-nos uma boleia de cerca de 100 km que m,uito jeito nos deu pois nao se viam muito autocarros. Apenas tivemos de parar com um furo mas o pneu foi mudado num instante.
Ja na perto da fronteira com a India ainda experimanta-mos andar no topo de um autocarro uma vez que quando ja estao cheios tem sempre mais espaco em cima mas paga-se o mesmo.
Ao estilo indiano, um dos agentes da emigracao, por jas er tarde, comecou com grandes conversas que so nos podia deixar passar no outro dia de manha. Com insistencia do camarada Stelmo e pelo problema nao serem as horas mas sim as notas, acabou por nos carimbar os passaportes mas com o juntar de gente nao nos pediu nada.
Na India outra vez.


Baiona - Crónicas da India e Nepal - 2ª Parte

Passar a fronteira para o Nepal antes de amanhecer parecia o Farwest, com as ruas desertas, um oficila de emigracao indiano corrupto, pois cobrou-nos pelos carimbos e um controlo policila que se limitava a perguntar se ja tinhamos os carimbos. A maioris das pessoas que passa a fronteira sao indianas ou nepalesas e para elas a fronteira esta aberta logo a policis nao ligar muito a quem passa.
Em Lumbini visitamos o local do nascimento de Buda e os seus muitos mosteiros de vario paises do mundo.
Kathmandu, capital do Nepal, vive para os turistas, cetro dos que se deslocam para o zona do Evereste, pulvilhada de lojas de material de montanhismo e de agencias de viagens de trekking onde e possivel encontrar os mais variados tours incluindo voos de aviao para ver o Everest.
Com as ruas bem mais asseadas que as da India, nao faltavcam tambem os restaurantes com musica ao vivo ao vivo ao jantar, o que nos agradou imenso.
Para nos nada de trekking, pois as chuvas estavam a chegar e o tempo disponivel nao era muito, pelo menos para o camarada Stelmo. Ficamo-nos por passeios pela cidade e por locais de interesse na periferia.
Num dos passeios fomos ate Boudha, local para onde vieram exilados do Tibete e como tal maoiritariamente budista. Ficamos a saber que tambem ha freiras budistas e que tal como os monges rapam o cabelo, usando as mesmas vestes que estes.
Encontra-mos tambem uma familia Sherpa, povos das montanhas, que estavam celebrando um curioso ritual e ao qual acabamos participando sendo pintados com farinha e bebendo a bebida tipica deles que lhes da forca.
Viajamos ate Pokhara, com o seu belo lago como atractivo e centro dos que vao para a zona do Mente Annapurna. A moncao chegou e nos chegamos ate ela apanhando o terceiro dia dia de chuva dela, para nos o primeiro.
Depois de muita procura finalmente o camarada Stelmo encontrou um cabo para o carregador do seu telemovel oriental e super especial.
No Nepal ha apenas uma estrada pricipal de asfalto que atravessa todo o pais na zona de menor altitude, o Terai e para onde correm as aguas dos rios que vem das montanhas.
Quando a moncao vem faz os seus estragos e uma viagem que deveria demorar 12 horas, demorou praticamente o dobro, com uma espera de varias horas pelo amanhecer e pelo chegar da bulldozer militar para desimpedir a estrada das varias derrocadas que se deram.


Baiona - Crónicas da India e Nepal - 1ª Parte

Ola a todos.
Finalmente dou noticias.
Este ano voltei a Asia, novamente a India onde estive a dois anos. O motivo desta repeticao foi o eclipse de dia 22 de Julho. Sabendo da sua ocorrencia decidi voltar a India.
Ao contrario das outras viagens tive a companhia do camarada Stelmo.
A primeira semana passada na India como este pais e, facil e dificil. Facil pois e facil encontrar o que se procura, sejam bens, deslocacoes, ... Dificil porque a cada momento estao sempre a tentar dar a banhada ao turista e nao tem remorcos em pedir o dobro do valor das coisas em especial os autorickshaws. Tudo ou quase tudo tem de ser negociado.
Apenas um dia passado em New Delhi para passear pelo centro desta mega cidade que paraece nao ter fim.
Outro dia em Agra em visita ao Agra Fort e ao Taj Mahal. Vale sempre a pena voltar a visitor o Taj Mahal, pela sua enorme beleza, apesar de neste dia haver um grande numero de visitantes , uma vez que nao se pagava a entrada a tarde por ser um dia especial muculmano, o que originou uma fila onde era complicado estar, mesmo la a frente.
Segui-mos para Varanasi, com dois dias ate a ocorrencia do eclipse. Cidade muito suja, cheia de moscas e de merda de vaca, com os seus Ghat`s onde as pessoas vao tomar banho ao sagrado Ganges em um Ghat para cerimoniais funebres onde sao queimados os mortos.
A cidade, apesar do cheiro, tem a sua beleza, em especial a zona dos Ghat`s e os seu inumeros templos, dos mias simples aos mais vistosos.Aqui os animais nao estiveram a meu favos, fui mordido por um cao e levei ume cornada de uma vaca.
Deixando os meus amigos de profissao mais descansados, registei aqui as preferencias para os concursos, mas nao no primeiro dia pois ao meio-dia de segunda-feira ainda nao estavem disponiveis, mas fi-lo por volta da mesma hora de terca-feira.
Finalmente chegou o dia do eclipse, com o ceu nublado e alguma confusao com as horas correctas do mesmo. Aguardando que as nuvens se fossem embora, chegou o Sol com a Lua ja perto dele.
A lua comecou a tapar o Sol lentamente ate o cobrir por completo. Foram tres minutos de grade euforis e espanto pois fica mesmo escuro. Muita confraternizacoa com es demais presentes pois tinha levado oculos para olhar para o Sol.
Durante dias a imagem do eclipse perseguiu-me sempre que fechava os olhos. Foi lindo.
A reportagem do fenomeno e que ficou muito aquem, pois a minha maquineta noa esta a aultura da situacao.
Para quem quiser presenciar um eclipse total do Sol que va de ferias para o ano e esteja no dia 11 de Julho na Argentina, Chile ou na Ilha da Pascoa (Chile). Ha tambem a alternativa portuguesa mas e so no dia 12 de Agosto de 2026 em Tras-os- Montes.
Passado o eclipse rumamos ao Nepal para uma viagem nocturna de autocarro com um condutor, como e regra geral, sempre a abrir e a ultrapassar, por uma estrada com alguns buracos e que no banco de tras davamos saltos de um palmo.


sábado, 22 de agosto de 2009

Aniversários e Nascimentos


Um gajo ausenta-se uns dias e pronto, deixa de existir actualizações no blog. Inadmissível e ainda por cima quando existe tanta gente a fazer aniversários.
Ora aqui vai um post com os desejos de feliz aniversário como é obvio atrasado....... e felizes nascimentos, claro. E assim por ordem então ficamos com...

Feliz nascimento da Miriam que foi no dia 6 de Julho (como prometido aqui está o nome)
Feliz nascimento do Gabriel que foi no dia 25 de Julho (mais um membro da irmandade, e este rapaz estava com pressa de nos conhecer a todos)
Feliz aniversário André que foi no dia 3 de Agosto (espero que ao contrário de mim, tenham-lhe dado os parabéns)
Feliz aniversário Maura que foi no dia 9 de Agosto (espero que ao contrário de mim, tenham-lhe dado os parabéns)

Um bem haja a todos

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Despedida Solteiro do Veiga II

Apenas alguns apontamentos pois a verdadeira crónica deste louco fim-de-semana será redigida pelo próprio Irmão Veiga no Diário Secreto da Irmandade e estará resguardada de olhares indiscretos algures no fundo dum baú num castelo perdido da Transilvânia...
1) O hino deste ano: Bratisla Boys - Stach Stach é verdadeiramente assustador, imaginem o que teria sido se tivessemos ensaiado aquela coreografia... embora a coreografia de nossa autoria seja mais interessante;
2) Fixem este nome... Johny mãozinhas... aconselha-se uma distância de segurança de pelo menos 5 metros em locais bem iluminados pois ele pode ser devastador;
3) A Carolínia Patrocínio não mais será a mesma depois daquela noite em que foi "trabalhada" e moldada pelo nosso Johny mãozinhas;
4) Não se metam com putos estúpidos de Oeiras pois correm o risco de acordar algures nas redondezas de Milfontes com uma grande amnésia, vulgo ressaca;
5) O Vieira não está autorizado a realizar mortais encarpados à rectaguarda;
6) Não vale apena organizar equipas de resgate para salvação de irmãos perdidos às 5h da manhã com 4 gajos bêbados pois não vai correr bem... ou seja, não vão encontrar ninguém;
7) Nunca deixem a tenda aberta pois podem correr o risco de ver a vossa almofada do Noddy toda babada pelo André...
Acho que por hoje chega de apontamentos... Ficamos à espera de apontamentos de outros irmãos.